quarta-feira, 25 de junho de 2008

Jogo em Las Vegas... Amor em Nova York

Esqueça tudo que você já viu sobre comédias românticas. Ou melhor... esqueça o início dessa crítica. “Jogo de Amor em Las Vegas” não é o que parece.

A pensar pelo título – mal-traduzido do original “What Happens in Vegas” – você imagina que o casal desse enredo passa uma semana em Las Vegas, ou até um mês, e vai descobrindo o amor, em meio a jogatinas e bebedeiras... Nada disso! Ashton Kutcher e Cameron Diaz – nos papéis de Jack e Joy – se conhecem em Vegas, casam-se bêbados – como muitos – e em dois dias a farra toda acaba... Porém numa jogada do destino, eles ganham uma bolada (3 milhões de dólares – Jack joga com a moeda de Joy) e o juiz determina que, por estarem casados, terão que viver como marido e mulher para dividir a grana.

Ou seja, um filme que você pensou que se passaria quase inteiro na cidade dos cassinos, que os personagens iriam se separar, voltar às suas vidinhas normais e corriqueiras e no fim do roteirosentir falta um do outro – e de repente viajar quilômetros pra dizer que a “jogada do destino” fez ele ou ela conhecer o amor da vida – te surpreende mostrando um casal que não se suporta – e casou por engano, por bebedeira – tendo que conviver sob o mesmo teto, em paz e harmonia (e muita terapia de casal), para merecer US$ 1,5 milhão.

“Jogo de Amor em Las Vegas” surpreende porque sabe manter a comédia – e sabe manter o romance – em seu lugar. O enredo cômico iniciado em Las Vegas continua em Nova York – cidade das personagens principais – e apenas no fim o “clima de amor” toma seu espaço, mostrando que podem existir boas comédias românticas – e não apenas romances engraçadinhos – no mercado.

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